Seja um voluntário

O trabalho voluntário é uma fonte de força da comunidade, superação, solidariedade e coesão social. Ele pode provocar mudança social positiva, fomentando o respeito à diversidade, a igualdade e a participação de todos. Ele está entre as ações mais vitais da sociedade. - Ban Ki-moon (Secretário-geral da Organização das Nações Unidas).

Quem é o voluntário e o que ele faz?

Segundo a definição da Organização das Nações Unidas (ONU), conforme citada por Mónica Corullón,

[...] o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social, ou outros campos [...].

Ele é um agente de transformação social, que doa o seu tempo, as suas habilidades e a sua energia ao prestar serviços não remunerados em prol de uma causa social, em diversas áreas (saúde, educação etc.). Ele exerce a cidadania e a solidariedade participando de projetos ou organizações de cunho social a fim de contribuir com o desenvolvimento da comunidade e da sociedade no geral. Ele atua onde as intervenções do Governo são insuficientes ou inexistentes e promove, de maneira proativa, a melhoria da condição de vida de indivíduos, famílias e comunidades inteiras, conforme o objetivo da entidade da qual participa.

Conforme Katia G. Mori e Marcelo Vaz escrevem em seu livro, "Voluntariado Educativo: Uma Tecnologia Social", "A ideia de buscar soluções para problemas e, ao mesmo tempo, cobrar o Estado para que ele cumpra o papel de formular políticas públicas tem sido a tônica do trabalho voluntário no Brasil" (p. 7). Por ser uma iniciativa privada e de âmbito não-governamental, o voluntariado pode ser descrito como um trabalho "realizado pela sociedade e para a sociedade", conforme escrevem Mori e Vaz. O voluntário trabalha, assim, de maneira livre, mas em conjunto com a sociedade civil e entidades públicas, por uma sociedade mais justa e igualitária.

Segundo o site do Voluntariado da Escola Secundária Miguel Torga, de Portugal, organizado por alunos do 12° ano, o voluntariado se assenta sobre sete princípios:
  1. Solidariedade - Responsabilidade de todos os cidadãos na realização dos fins do voluntariado.
  2. Participação - Intervenção de voluntários e de entidades promotoras em áreas de interesse social.
  3. Cooperação - Combinação de esforços e de projetos de entidades promotoras de voluntariado.
  4. Complementaridade - O voluntário não deve substituir os recursos humanos das entidades promotoras.
  5. Gratuidade - O voluntário não é remunerado pelo exercício do seu voluntariado.
  6. Responsabilidade - O voluntário é responsável pelo exercício da atividade que se comprometeu a realizar, dadas as expectativas criadas as destinatários desse trabalho voluntário.
  7. Convergência - Harmonização da atuação do voluntário com a cultura e os objetivos da entidade promotora.
A respeito dos objetivos e valores da CAMAR, confira-os aqui em nossa página.


Por que ser um voluntário?

Agora, você pode estar se perguntando por qual motivo ser um voluntário é interessante ou legal.

Segundo artigo de Gabriel Menezes, publicado n'O Globo, o voluntariado pode ser considerado como uma importante ferramenta de educação, ou mesmo de desenvolvimento humano. Pode contribuir, neste sentido, com a formação cidadã do aluno e para o desenvolvimento de diversas competências e habilidades da criança ou do jovem em desenvolvimento. Desde cedo, a criança ou o jovem pode já exercer a sua cidadania ao participar de ações sociais, não apenas preparando-se para a vida adulta, mas vivendo de maneira mais plena as suas possibilidades enquanto ser humano.

Além dos ganhos humanos e de cidadania, ser um voluntário é, também, uma experiência interessante que pode contribuir com a sua carreira profissional e acadêmica. Como aponta Maria Amélia Vargas em seu artigo publicado na ZH Economia, "empresas apostam cada vez mais nos talentos que somam as atividades não remuneradas no terceiro setor às suas experiências profissionais". Em outros termos, o trabalho voluntário passa a ser visto, cada vez mais, como um diferencial no currículo de candidatos, principalmente daqueles que estão procurando o primeiro emprego. Isso se deve ao fato de que o trabalho voluntário é propício para o desenvolvimento de competências que tendem a ser valorizadas por grandes empresas, tais como o comprometimento, a liderança, a gestão de recursos, a comunicação, a cooperação, a proatividade e a cordialidade.

Mesmo que a atividade do voluntariado esteja fora de sua área de atuação profissional, isto não significa que ela não seja válida para a valorização do profissional. De acordo com a professora Maria Ester Pires da Cruz, gerente do Núcleo de Desenvolvimento de Carreira do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em relato publicado em artigo do site Universia, que reúne dicas e informações sobre a carreira acadêmica e docente, a "resposta depende dos objetivos do profissional. Na minha opinião, todo tipo de trabalho é válido porque ajuda a desenvolver características que serão aproveitadas em qualquer área". Estas características são as competências que o trabalho voluntário pode ajudar a desenvolver.

Na hora de elaborar o seu currículo, você pode aproveitar as suas experiências de trabalho voluntário como instrumento de promoção profissional. Para tanto, conforme indica a pró-reitora substituta de ensino da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Maria Isabel Aude, o candidato deve indicar estas experiências em uma seção específica do seu currículo profissional, a qual pode nomear como "Trabalhos voluntários". Ali, pode indicar todas as atividades desenvolvidas no setor. Cada ficha deve informar as atividades que foram desenvolvidas e por quanto tempo.

Confira, abaixo, o vídeo de carreira de  Renato Grinberg, publicado no site da Exame, sobre quais tipos de trabalho voluntário podem ser listados no currículo:

Confira, também, estas outras quatro dicas sobre o voluntariado, publicadas no artigo já citado do site Universia:
  1. Comece por uma área onde se sinta mais seguro e confortável. Com o passar do tempo, e até devido à restrição de recursos comum a projetos sociais, é provável que você precise contribuir com outras áreas.
  2. Procure se envolver efetivamente e não fazer da prática apenas um elemento de promoção pessoal. Além do aprendizado ser mais efetivo, a paixão pelo que se faz é mais importante do que a mera informação no currículo.
  3. No entanto, não deixe de informar no currículo todos os trabalhos dos quais participou, as atividades desenvolvidas e o tempo dedicado a cada um deles.
  4. Comece cedo. A atuação com projetos sociais voluntários, além de contribuir com o processo de formação do indivíduo, pode auxiliar profissionais em início de carreira que não têm experiência.
Ou veja, então, as dicas de passo a passo do eHow Brasil sobre como citar a experiência como voluntário em seu currículo.


Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Além de tudo o que foi dito, ao se tornar um voluntário você estará contribuindo, também, para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, criados pela ONU no ano de 2000 como metas a serem atingidas até o ano de 2015. Veja quais são os Objetivos do Milênio (para maiores informações sobre cada objetivo, clique no link correspondente):

Em especial, o voluntário da CAMAR estará contribuindo com o oitavo objetivo, que sugere a promoção de "ações voluntárias na comunidade", onde pode exercer a sua cidadania e fomentar o desenvolvimento urbano e humano da comunidade. Por meio de sua ação de envolvimento e cooperação social, o voluntário poderá, inclusive, contribuir com o alcance de outros ODM.

Entretanto, ao fim de 2015, apesar de muitas destas metas terem sido alcançadas, outras não o foram. A partir disso, uma nova agenda foi desenvolvida pela ONU, a qual inclui os novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). A partir da crise econômica e ambiental, em 2012, foi realizada a Conferência pelo Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20. Os ODS são um novo apelo à sociedade civil e seus atores sociais a continuarem e reforçarem as suas ações e parcerias visando o desenvolvimento sustentável da sociedade, o que inclui, na linha dos ODM, a diminuição das desigualdades sociais e a promoção da inclusão social, a erradicação da pobreza, a promoção da igualdade de gênero e racial, a proteção ambiental, a valorização da educação e da saúde e a promoção de energias renováveis.

Os novos ODS são os seguintes:
  1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;
  2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição, e promover a agricultura sustentável;
  3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;
  4. Garantir educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizado ao longo da vida para todos;
  5. Alcançar igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;
  6. Garantir disponibilidade e manejo sustentável de água e saneamento para todos;
  7. Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e moderna para
  8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos;
  9. Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação;
  10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles;
  11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;
  12. Assegurar padrões de consumo e produção sustentáveis;
  13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos;
  14. Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;
  15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater à desertificação, bem como deter e reverter a degradação do solo e a perda de biodiversidade;
  16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;
  17. Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Como ser um voluntário da CAMAR?

Caso você queira desenvolver o trabalho voluntário na CAMAR, entre em contato. Ficaremos muito felizes em ter você como membro de nossa equipe! 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário